Fechamento de Guantánamo

O presidente americano Barack Obama assumiu a presidência em 2009 com a promessa de acabar com um dos mais graves casos de violação de direitos humanos nas Américas: a detenção arbitrária e indefinida de homens no presídio de Guantánamo. Passados seis anos desde sua posse, o fechamento do complexo ainda não se concretizou.

Witness Against Torture

Witness Against Torture

Hoje, diversas pessoas seguem detidas na prisão, aberta em 2002 no contexto da chamada ‘guerra ao terror’. Muitas delas já passaram por um extenso e criterioso processo de revisão por agências norte-americanas (incluindo o FBI e a CIA) e, por decisão unânime, já estão aptas para libertação. É aí que o governo brasileiro pode fazer a diferença, pois devido às restrições aprovadas pelo Congresso americano, essas pessoas não podem ir para os Estados Unidos e tampouco regressar aos seus países de origem, dada a situação de insegurança e o alto risco de perseguição e tortura. Por isso, a liberdade dessas pessoas depende de outras nações dispostas a aceitá-las, tal como fez o Uruguai em 2014.

Desde 2014, a Conectas vem trabalhando para denunciar as violações de direitos humanos ocorridas em Guantánamo e para que o Brasil receba detentos que já estão aptos para a transferência.

VISITA DE DILMA AOS EUA

Roberto Stuckert/Presidência da República

Roberto Stuckert/Presidência da República

Em junho, às vésperas da visita da presidente Dilma Rousseff a Barack Obama, Conectas e parceiros apresentaram denúncia no Conselho de Direitos Humanos da ONU contra a existência da prisão de Guantánamo e contra o programa de tortura operado pela CIA. Na ocasião, as organizações chamaram a atenção para a urgência em reassentar detentos de Guantánamo que já estão aptos para transferência. As organizações também demandaram uma investigação independente sobre o programa de tortura da CIA, revelado em 2014 pelo Senado americano.

Na véspera da visita, Conectas publicou um artigo na Folha de São Paulo intitulado “Por que o Brasil deve ajudar a fechar Guantánamo”, confira aqui.

CONVITEDIGITAL_GUANTANAMO_v3“DIÁRIO DE GUANTÁNAMO”

Conectas trabalhou para que o livro “O Diário de Guantánamo” fosse publicado no Brasil e realizou evento de lançamento em parceria com a editora Companhia das Letras. O diário foi escrito por Mohamedou Ould Slahi, um dos 114 detentos do presídio americano, que relata sua experiência do cotidiano do complexo prisional até os interrogatórios e a tortura.