Colóquio Internacional de Direitos Humanos

O COLÓQUIO INTERNACIONAL DE DIREITOS HUMANOS é realizado desde 2001. Ao longo dos anos, o evento reuniu mais de 1,5 mil ativistas de 80 países diferentes, tornando-se um dos mais tradicionais encontros de direitos humanos do mundo.

cnc2014_sulsul_a-2XIV COLÓQUIO INTERNACIONAL DE DIREITOS HUMANOS

Entre 24 e 29 de maio de 2015, em São Paulo, ocorreu XIV Colóquio Internacional de Direitos Humanos. O tema central do evento foi a relação entre direitos humanos e as ruas. Pela primeira vez, o Colóquio foi realizado pela Conectas em conjunto com outras três entidades: CELS (Centro de Estudios Legales y Sociales), da Argentina, LRC (Legal Resources Centre), da África do Sul, e KontraS, da Indonésia. Para saber mais clique aqui.

Em preparo para o encontro, a Conectas elaborou um cuidadoso processo de seleção de participantes e monitores(as) voluntários(as), além de estar em diálogo constante com os três parceiros organizadores com o objetivo de gerar uma agenda de impacto para o debate sobre o tema.

É um tema relevante e atual no Norte e no Sul, em regimes democráticos e autoritários, em países desenvolvidos e em desenvolvimento, explica Ana Cernov, coordenadora do programa Sul-Sul da Conectas, sobre a decisão de organizar o Colóquio acerca de um tema menos amplo que em outros anos e que pudesse trazer para o diálogo ativistas de todas as partes do mundo.
Queremos debater como as causas se transformam em mobilizações, como lidar com a repressão e garantir direitos e liberdades nas ruas. Queremos, ainda, discutir como e por que organizações se engajam em manifestações e como articulam essa participação com o trabalho de pesquisa e advocacy. São perguntas determinantes para o futuro do movimento de direitos humanos, completa.
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Entre os diversos participantes e palestrantes que compuseram o XIV Colóquio é possível ressaltar, por exemplo, a contribuição de Phillip Agnew, do movimento Black Lives Matter, que trouxe para o Colóquio a viva realidade de jovens negros americanos, vítimas da violência policial e a experiência marcante das manifestações que ocuparam as ruas de Ferguson em defesa da população jovem negra.

Outro relato marcante, que deixou uma marca indelével de esperança em todos os participantes, foi proferido pela ativista argentina Vera Jarach, do movimento Madres de La Plaza de Mayo – Línea Fundadora. Jarach defendeu a memória como um ato de resistência e concluiu afirmando que “a rua é o melhor lugar do mundo para reivindicar nossas lutas”.

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